Homenagem

Oficialas de Justiça descrevem a emoção e o desafio de ser mãe

Por meio de alguns relatos, o Sindojus presta homenagem a todas as oficialas que são mães. Parabéns por tudo que são e representam para os seus filhos, suas famílias e a sociedade

12/05/2019

Para muitas mulheres ser mãe é uma escolha, para outras é algo que acontece sem planejamento prévio. Depois de algumas tentativas, quando já nem esperava mais, a oficiala de Justiça Francimeyre Nogueira, da Ceman de Fortaleza, foi surpreendida com a notícia de que estava grávida. Mãe de primeira viagem, ela conta da emoção de passar por essa experiência. Desde que o filho chegou, viu uma reviravolta acontecer em sua vida. “Mudou tudo. Quando a gente não é mãe, por mais que tente se colocar no lugar do outro, não consegue ter aquela empatia total, só vivendo para saber. Quando a mulher se torna mãe, ela entende o que é o amor de verdade. É um amor desinteressado, incondicional”, descreveu.

Mas, nem tudo são rosas. Francimeyre conta que muita coisa ela e o marido ainda não sabem e que passar por isso pela primeira vez está sendo desafiador. Ainda que seu filho só tenha um mês e meio, ela sofre só de pensar quando tiver de voltar ao trabalho. “Se hoje já está difícil conciliar com os meus cuidados pessoais, não dá para lavar o cabelo e nem me vestir direito, imagina quando tiver de voltar a trabalhar”, comentou. No entanto, apesar das dificuldades, afirmou que ser mãe é um sonho realizado e que é muito lindo. “É quando a gente sente a presença de Deus de forma mais intensa”, disse.

Foto: Arquivo pessoal

Visão

Caroline Guimarães, da comarca de Chorozinho, é mãe de um menino de 9 anos, uma menina de 6 e outra de um ano e meio. O primeiro fora programado, mas o segundo e o terceiro, não. Para a oficiala, a maternidade é um passo que a mulher dá de amadurecimento que muda completamente a visão que ela tem de mundo, de como vê as coisas, se relaciona, ama o próximo. “Ser mãe é um privilégio não só pessoal, mas de deixar um legado também para o mundo, de valores, de tudo. É uma montanha russa, uma viagem que a gente às vezes opta e às vezes não opta por entrar, mas cada segundo vale a pena”, assegurou.

Diferente dos tempos de outrora, ela observou que hoje, como as mulheres têm uma vida profissional ativa, o grande desafio é conciliar todas as suas atribuições com o papel de ser mãe. “É conciliar a carreira, o seu eu, procurar crescer, inclusive, como mulher, e conciliar tudo isso com a atividade de ser mãe, que eu acho que é a mais importante, sem se esquecer de nenhuma outra”, destacou.

Foto: Arquivo pessoal

Carreira

Caroline acrescenta que as mães precisam abraçar essa carreira, porque para ela ser mãe também é uma carreira, e ensinar para os filhos tudo aquilo que acha que deva ser continuado. “As pessoas têm criado os filhos para serem robôs, para ser primeiro lugar, para ser o melhor. Tem que falar inglês, tem, tem… E muitas vezes eles acabam crescendo vazios, sem afeto, então eu penso que as mães precisam entender o papel delas, abraçar e viver, até porque vai chegar o dia em que eles vão embora. Vão casar, fazer a vida e a nossa vida segue”, considerou.

Por meio do relato da Francimeyre e da Caroline, o Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-CE) presta uma singela homenagem a todas as oficialas de Justiça que são mães. Parabéns por tudo que são e representam para os seus filhos, suas famílias e à sociedade.

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