Homenagem

Para oficialas um dos maiores desafios da maternidade é conciliar os diversos papeis que uma mãe desempenha

Neste Dia das Mães, o Sindojus traz relatos de Oficialas de Justiça do interior, da capital e da região metropolitana sobre o que é ser mãe e quais os principais desafios da maternidade

07/05/2022
Arte: Lennon Cordeiro da Silva/Sindojus Ceará

“Mãe, substantivo feminino. Aquela que gerou, deu à luz e criou um ou mais filhos. Aquela que criou uma ou mais crianças, embora não tenha relação biológica com ela. Mulher em relação aos seus filhos: o amor da minha mãe por mim é o maior do mundo”, o dicionário define um pouco o significado e a importância desses seres diferenciados que são as mães, as quais possuem um amor impossível de ser mensurado. Neste Dia das Mães, o Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-CE) traz relatos de Oficialas de Justiça do interior, da capital e da região metropolitana sobre o que é ser mãe e quais os principais desafios da maternidade.

Melhor papel

Virgínia Matos, oficiala da comarca de Quixadá, no Sertão Central, assumiu o cargo no dia 3 de setembro do ano passado, grávida de nove meses. Oito dias depois, teve o seu segundo filho, que hoje está com sete meses. Ela, que desde criança sempre quis ser mãe, comenta que a maternidade é o seu melhor papel, é onde mais se identifica como ser humano e lhe trouxe uma nova visão de vida. “É como se a minha vida ganhasse ainda mais sentido. Já imaginava que a minha vida era boa, mas depois que tive filhos consegui ver tudo melhor. Aquilo que falavam, que a maternidade lhe torna uma pessoa melhor, porque de fato você quer que tudo seja melhor, que o mundo seja melhor, as pessoas, enfim, porque você quer tudo isso para o seu filho”, disse.

Foto: Arquivo pessoal

Para ela, o principal desafio da maternidade é conciliar a educação dos filhos, que demanda tempo e dedicação, com outras responsabilidade, como, por exemplo, se destacar profissionalmente, dar atenção ao esposo, entre outras. “O maior desafio é conciliar os mil papeis que a mãe desempenha”, destaca. E se a mãe de Virgínia já era o amor da vida dela, depois que se tornou mãe, sobretudo, naqueles momentos cruciais da maternidade, os quais demandam paciência e obstinação, lembra-se sempre da criação que teve de sua mãe e disse que vê como ela é perfeita.

Embora algumas pessoas falem que Dia das Mães é todo dia, Virgínia reforça a importância da comemoração dessa data. “Mãe é um ser diferenciado, que merece toda a atenção, porque realmente é o amor em forma de pessoa. Carregamos fora do nosso corpo a nossa melhor parte, que são os nossos filhos, então desejo a todas as mães amor, harmonia e saúde para os filhos e à família, e muitos beijos para elas, porque todas as mães merecem ser abraçadas”, ressalta.

Milagre

Ao ser questionada sobre o que é ser mãe, Janaína Silveira, oficiala da comarca de Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, dá uma pausa de alguns segundo e solta um longo suspiro. “Ser mãe é a forma mais palpável, a forma mais polida de ver Deus na vida da gente, é a forma mais real de ver um milagre acontecer”, define. Mãe de dois, um jovem de 12 anos e uma bebê de três meses, ela conta que a primeira gravidez não foi planejada. Já a segunda, ela conta que passou dois anos tentando até conseguir, então foi planejada e muito desejada. Independente disso, reforça que os dois filhos são muito queridos e amados. E por falar em maternidade, ao conceder esta entrevista só se ouvia o grunhido da bebê, que estava mamando.

Foto: Arquivo pessoal

Depois que se tornou mãe, Janaína diz que tudo mudou. “É uma responsabilidade que de alguma maneira está fora do seu alcance, pois não é mais só você. Tem coisas que não conseguimos controlar, então a gente passa a viver tentando minimizar os impactos do que está fora do nosso controle, fora da nossa casa, para que isso não atinja de uma forma ruim os nossos filhos. A gente também passa a tentar ser um ser humano melhor, para buscar trazer para perto da gente coisas boas”, ressalta.

“Ser mãe é a forma mais palpável, a forma mais polida de ver Deus na vida da gente, é a forma mais real de ver um milagre acontecer”, define Janaína Silveira

Oficiala de Justiça há 11 anos, ela fala sobre as dificuldades no cumprimento de determinadas diligências, principalmente as que envolvem crianças. “É muito marcante desempenhar algumas funções, pois remetem sempre aos nossos filhos. A gente fica muito ligada à percepção de não deixar os nossos filhos passarem por determinadas situações que a gente convive o tempo inteiro no trabalho”, observa. É nesse sentido que acrescenta que educar, no sentido de formar um ser humano, de ter sabedoria para ensinar os filhos a serem pessoas melhores que os pais, é o maior desafio da maternidade.

Janaína comenta que, antes de ser mãe, sabia que teria de fazer renúncias, mas só quando viveu a maternidade percebeu quanto amor existe ali. “Obviamente que a gente se sente amado pelos nossos pais, mas quando você vive isso percebe que não tem como medir o tamanho desse amor”, comenta. Neste Dia das Mães, a mensagem que ela deixa é de agradecimento e reconhecimento pela força e dedicação que todas as mães têm com seus filhos, principalmente aquelas que desempenham funções em casa e também fora dela. “São grande vitoriosas”, enaltece.

Foto: Arquivo pessoal

Maturidade

Desde que se entende por gente, a oficiala Ivna Fernandes, da Central de Cumprimento de Mandados Judiciais (Ceman) de Fortaleza, conta que a maternidade esteve nos seus planos. Mãe de três, um jovem de 18 anos, um menino de 9 anos e uma menina de 3 anos, ela esclarece que nunca quis ter um filho seguido do outro, pois cada um deveria ter o seu tempo de reinado. Além disso, fala que sempre teve a sensação de que o trabalho seria maior e poderia querer que eles crescessem logo.

Ela tinha apenas 24 anos quando teve o primeiro filho. Na época, achava que era uma idade boa, mas, hoje, analisando melhor, avalia que era muito nova. “Ser mãe aos 40 anos é bem diferente do que aos 20 e poucos, a gente vê como era imatura”, analisa.

Ivna se considera uma mãe à moda antiga e diz que só consegue ver o lado bom da maternidade, até porque, como os três filhos foram uma opção para ela e o marido, as dificuldades que surgiram já eram esperadas, por isso o peso foi menor.

“Antes da maternidade você acha que consegue tudo, mas a forma mais eficaz de aprender que não se pode tudo é criando os filhos. Cada filho que a gente tem é mais um aprendizado”, destaca Ivna Fernandes.

Ela acrescenta que ser mãe a ensinou a ser uma pessoa mais resiliente. “Antes da maternidade você acha que consegue tudo, mas a forma mais eficaz de aprender que não se pode tudo é criando os filhos. Cada filho que a gente tem é mais um aprendizado”, frisa.

A oficiala diz que já ouviu muita gente falar que quer fazer diferente do que os pais fizeram, que não pretende repetir os mesmos erros dos pais. Ela, no entanto, pensa exatamente o contrário. Quer fazer pelos filhos pelo menos a metade do que seus pais fizeram por ela. Se conseguir, afirma que já estará satisfeita. Ivna finaliza enviando uma mensagem às mães: “não desistam, não pensem que não vão conseguir. Por maiores que sejam os desafios, sempre acredite que aqueles valores que você está incutindo nos seus filhos ao final prevalecerão”, finaliza.

Parabéns

Em nome da diretoria, o Sindojus deseja a todas as mães uma dia bem especial, regado a muitos beijos, abraços e sorrisos.

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