CNJ aprova regulamentação da Resolução 600 e fortalece atividade de inteligência processual dos Oficiais de Justiça - SINDOJUS
Diretrizes nacionais

CNJ aprova regulamentação da Resolução 600 e fortalece atividade de inteligência processual dos Oficiais de Justiça

A proposta aprovada estabelece diretrizes nacionais para a atividade de inteligência processual voltada à localização de pessoas e bens

19/06/2026
Foto: Reprodução site Afojebra

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta sexta-feira (19), por unanimidade, a proposta de ato normativo que regulamenta a Resolução nº 600/2024 do CNJ, que institui a Política Nacional de Inteligência Processual e reconhece o papel dos Oficiais e das Oficialas de Justiça na localização de pessoas, bens e informações relevantes para a efetividade das decisões judiciais. A proposta aprovada estabelece diretrizes nacionais para a atividade de inteligência processual voltada à localização de pessoas e bens, disciplinando procedimentos, níveis de pesquisa patrimonial, acesso a sistemas informatizados do Poder Judiciário, utilização de ferramentas tecnológicas e observância das normas de proteção de dados pessoais.

O texto, elaborado por um Grupo de Trabalho (GT) instituído pelo CNJ, foi aperfeiçoado após meses de debates técnicos, reuniões e consultas, o qual contou com a participação da Associação Federal dos Oficiais de Justiça do Brasil (Afojebra), entidade a qual o Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-CE) é filiado.

Ao anunciar a aprovação da proposta, o ouvidor do CNJ e conselheiro responsável pela condução dos trabalhos, Marcello Terto e Silva, destacou o caráter coletivo da construção normativa. “A aprovação deste importante trabalho é resultado de uma construção coletiva, técnica e plural desenvolvida ao longo de muitos meses de diálogo, estudos, reuniões e aperfeiçoamentos sucessivos”, disse. Marcello Terto também agradeceu a contribuição de todos os segmentos que participaram da elaboração da proposta.

“Registro meu sincero agradecimento a todos que contribuíram para essa conquista: aos integrantes do Grupo de Trabalho, aos magistrados, magistradas, oficiais e oficialas de Justiça, representantes das entidades de classe, membros da advocacia, especialistas e demais colaboradores que, desde a proposição inicial até a fase final dos debates, apresentação e votação ofereceram sugestões, compartilharam experiências e ajudaram a aprimorar o texto aprovado”, destacou.

Para o conselheiro, a regulamentação representa um marco para o aprimoramento da prestação jurisdicional em todo o país. “Esta norma representa mais um passo na modernização do Poder Judiciário, no fortalecimento da inteligência processual e na busca por maior efetividade das decisões judiciais, sempre com respeito à legalidade, à segurança jurídica e à proteção de dados”, salientou.

Regulamentação recomenda que os tribunais adequem os seus normativos internos 

A regulamentação aprovada recomenda que os tribunais adequem os seus normativos internos para incorporar atividades de inteligência processual às atribuições dos Oficiais de Justiça, prevendo o uso de sistemas eletrônicos de pesquisa patrimonial e localização de pessoas, a criação de núcleos especializados e a adoção de metodologias voltadas ao aumento da efetividade das decisões judiciais.

A nova norma também estabelece mecanismos de rastreabilidade, auditoria e proteção de dados, além de prever a capacitação contínua dos profissionais envolvidos e a utilização responsável de ferramentas de inteligência artificial no cumprimento de mandados judiciais.

Com a aprovação do ato normativo, o CNJ dá mais um passo na implementação da Resolução 600/2024, consolidando nacionalmente a inteligência processual como instrumento estratégico para aumentar a eficiência da justiça e fortalecer a atuação dos Oficiais de Justiça na efetivação das decisões judiciais.

Fonte: Afojebra, com adaptações do Sindojus Ceará

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