Sindicato dos Oficiais de Justiça participa da posse dos novos dirigentes do Fórum Clóvis Beviláqua
Um dos aspectos importantes que marcaram a primeira gestão da juíza Solange Holanda, o qual deverá continuar, é a busca por mais Oficiais de Justiça para a comarca de Fortaleza
O Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-CE) participou, na última segunda-feira (3), da posse dos novos dirigentes do Fórum Clóvis Beviláqua (FCB), biênio 2025-2027, que reconduziu a juíza Solange Menezes Holanda para o segundo mandato consecutivo como diretora. Na vice-diretora, a juíza Daniela Lima da Rocha também foi designada pela segunda vez para a função. No seu discurso, a diretora informou que a comarca de Fortaleza conta com 194 unidades judiciárias, sendo 25 externas; 2.590 servidoras e servidores; e 205 magistradas e magistrados. Entre os feitos do biênio 2023-2025, a gestora destacou a readequação de 96 unidades judiciárias e administrativas, além da adequação de nove novas unidades.
Nos serviços de apoio às unidades judiciárias, a juíza Solange Holanda ressaltou que a diretoria do Fórum Clóvis Beviláqua teve uma atenção especial para o controle do cumprimento de mandados judiciais, o que a aproximou significativamente das oficialas e dos oficiais de Justiça, dialogando e construindo conjuntamente soluções pertinentes à atuação da Central de Mandados Judiciais (Ceman) de Fortaleza.
“Abraço com gratidão todas as pessoas que trabalham no Fórum Clóvis Beviláqua, do acolhimento à limpeza; da gestão dos processos ao cumprimento dos mandados; da segurança à confecção de expedientes e de minutas”, disse. Para encerrar aquele capítulo e poder iniciar um novo, a magistrada informou que seria entregue ao desembargador Abelardo Benevides, que presidiu a Corte no biênio 2023-2025, um relatório completo de sua gestão.

Foto: Luana Lima/Sindojus Ceará
“Imponho a mim mesma a obrigação de trabalhar duro”, destaca a diretora do FCB
Encerrado esse primeiro mandato, a juíza ponderou que ainda há muito a ser feito e, embora não seja a Fernanda Torres, comentou arrancando sorrisos dos presentes, ainda estava ali. “Por isso pretendo, no biênio que se inicia, manter os olhos posados sob as pessoas que aqui trabalham e sob as pessoas que frequentam este prédio buscando assegurar a todas o respeito às suas singularidades, à sua diversidade e à multiplicidade. Imponho a mim mesma a obrigação de trabalhar duro para que ao final da gestão possamos testemunhar uma maior participação feminina nos cargos de gestão do FCB, a ampliação dos canais de diálogo com magistradas e magistrados, servidoras e servidores, membras e membros do Ministério Público e da Defensoria Pública, advogadas e advogados”, frisou.
Acrescentou ainda que buscará atender as propostas e requerimentos formulados nas pesquisas de satisfação realizadas na sua primeira gestão, sobretudo, as que dizem respeito aos estacionamentos de servidores(as) e estagiários, e ao restaurante.
“Reafirmo o propósito de trabalhar em conjunto com as valorosas magistradas e magistrados que agora integram o Comitê de Governança Estratégica do Fórum Clóvis Beviláqua e com as servidoras e servidores integrantes do Comitê Gestor Administrativo desse fórum visando a concepção das metas e objetivos tracejados pelo TJCE no plano estratégico 2030”, finalizou.
Valorização do ser humano
Presente ao evento, o presidente do TJCE, desembargador Heráclito Vieira Neto, destacou que algo que está presente na vida da juíza Solange Holanda, com um valor inenarrável, conforme pontuou, é o ser humano. “Temos essa visão em comum”, afirmou. De tudo o que já foi pensado e planejado no período de transição, que inevitavelmente eles carregarão, complementou o gestor, “porque é algo espontâneo, autêntico e verdadeiro nas nossas pessoas e nas pessoas que se reúnem em torno da gente, é a valorização do ser humano, magistradas, magistrados, servidoras, servidores, jurisdicionados(as), cidadãs e cidadãos que procuram uma solução para os seus problemas no Poder Judiciário, então o nosso compromisso enquanto gestão do tribunal é de ladear a diretoria do fórum”, disse.

Foto: Luana Lima/Sindojus Ceará
O chefe da Corte também comentou sobre o retorno da sede do Judiciário cearense para o bairro Cambeba. “Estamos retornando, mas com uma saudade de todas e todos que convivemos, que criamos afeto, respeito, admiração, mas essa distância física de alguns quilômetros não vai nos separar em relação à ação, à prática e à construção de um Fórum Clóvis Beviláqua mais humano, mais inclusivo, mais respeitoso com a diversidade e mais acolhedor com as pessoas que mais necessitam do Poder Judiciário. O momento é de gratidão a todas e todos que vão compor a diretoria do fórum e desejar sucesso. Contem com a gestão do Tribunal de Justiça”, encerrou.
Chefe da Ceman destaca melhorias à categoria dos Oficiais de Justiça
Na avaliação do chefe da Ceman, o Oficial de Justiça Wagner Sales, a gestão da juíza Solange Holanda à frente do FCB teve um olhar voltado para a resolução de problemas que impactavam diretamente na produtividade da Central de Mandados.
“É importante ressaltar que obtivemos melhorias nos equipamentos de informática disponibilizados às salas administrativa e de apoio às oficialas e aos oficiais de Justiça, bem como reformas no espaço físico dessas salas. Podemos destacar também o importante momento de escuta por meio do FCB + Interativo, em que pela primeira vez os Oficiais de Justiça tiveram oportunidade de falar diretamente com a administração sobre os problemas que enfrentam no dia a dia, os quais de certa forma interferiam negativamente no trabalho de cada um”, observou.
Com a recondução da juíza Solange Holanda para mais um biênio à frente da diretoria do Fórum Clóvis Beviláqua, Wagner Sales diz que é possível vislumbrar a renovação da esperança de que a Ceman, pela sua importância na entrega dos serviços de justiça, permanecerá sendo vista, de forma mais próxima, pelas administrações do FCB e do TJCE.

Foto: Luana Lima/Sindojus Ceará
Luta por mais Oficiais de Justiça
Vagner Venâncio, presidente do Sindojus, cumprimentou as novas gestoras e gestores, desejando-lhes sucesso no biênio que se inicia. O representante da categoria dos Oficiais de Justiça colocou o sindicato à disposição e reafirmou o compromisso da entidade de seguir trabalhando pautado sempre no diálogo, na firmeza e na fundamentação das demandas apresentadas à administração, no espírito de cooperação, visando a fortalecer a prestação jurisdicional.
Um dos aspectos importantes que marcaram a primeira gestão da juíza Solange Holanda e que deverá continuar, observa Vagner Venâncio, é a busca por mais Oficiais de Justiça para a comarca de Fortaleza. Ratificando a luta do sindicato, por mais de uma vez a diretora Solange oficiou a administração do Tribunal de Justiça pedindo mais Oficiais de Justiça para a Central e para as unidades da mulher.
“Essa postura da magistrada, como diretora do fórum, buscando ampliar a força de trabalho coaduna com a ação do sindicato. Uma das pautas prioritárias que temos hoje, urgente em nível estadual em face da carência, registrada no Interior e na Capital, é a luta por mais nomeações de Oficiais de Justiça e ela tem somado a essa luta, assim como também o próprio juiz supervisor da Ceman, Ricardo Barreto”, salientou Vagner Venâncio.
O representante da categoria dos Oficiais de Justiça ressaltou ainda que foi na gestão da juíza Solange Holanda que o Sindojus, depois de 27 anos, voltou a ter uma sub-sede no Fórum Clóvis Beviláqua, o que só foi possível graças à diretoria do FCB, que concordou com a demanda e disponibilizou um espaço, com anuência do então presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Abelardo Benevides. A sub-sede está situada ao lado da Sala dos Oficiais de Justiça e da Central de Mandados da comarca de Fortaleza, no subsolo do fórum.